domingo, 24 de maio de 2009

9ª Feira do Livro - Campanha/MG - 4 a 7 de junho de 2009

De:
Jose Reinaldo dos Reis Ferreira
Para:
edsonpaim

Assunto:
9ª Feira do Livro - Campanha/MG - 4 a 7 de junho de 2009

Data:
19/05/2009 14:29

9ª Feira do Livro será dedicada a Thomaz de Aquino Araújo e Euclides da
Cunha

Agendada para o período de 4 a 7 de junho, a 9ª Feira do Livro, será
dedicada ao historiador, desenhista, escritor e jornalista Thomaz de Aquino
Araújo e Ano Nacional Euclides da Cunha.

Organizada anualmente pela ONG Sebo Cultural, a 9ª Feira do Livro, terá
exposição e vendas de livros a partir de R$ 1,00 e ainda, uma série de
eventos paralelos como: 3º Concurso de Poesia Gioconda Labecca, 2ª Mostra
Campanhense de Vídeo, Concurso Fotografe a 9ª Feira do Livro, Torneio de
Xadrez, Noite de Autógrafos, Distribuição de Vale-livros, Gincanas
Culturais, Apresentação Teatral, Vinil, Apresentação Fotográfica,
Brinquedoteca e visitas aos Museus e Bibliotecas da cidade.

Ano Nacional Euclides da Cunha será lembrado na 9ª Feira do Livro

Em 1894, Euclides da Cunha, o autor de "OS SERTÕES" chegou em Campanha/MG,
por determinação do Marechal Floriano Peixoto, então na Presidência da
República. Veio para dirigir, como engenheiro militar, as obras de adaptação
no prédio da Santa Casa da Misericórdia local para abrigar o recém criado
oitavo batalhão de Cavalaria.

Aqui recebeu expressivas homenagens e conviveu com homens de grande
inteligência e cultura da cidade, como o Dr. João Luiz Alves, Promotor de
Justiça, depois Juiz, Secretário de Estado, Deputado, Senador, Ministro da
Justiça, Membro da Academia Brasileira de Letras e Comentarista do Código
Civil Brasileiro: Dr. Leonel de Rezende Filho, Jurista, Parlamentar e
Ministro do Tribunal de Contas da União; Dr. Francisco Honório Ferreira
Brandão, Médico, Professor, Parlamentar e Jornalista de renome; Júlio Bueno,
Professor, Jornalista e Historiador conceituado e tantos outros.

Esta convivência foi benéfica a Euclides da Cunha, que aqui atuou como
engenheiro e jornalista, iniciando em Campanha, sua vocação para as letras.

Em Campanha, nasceu o seu segundo filho, Euclides da Cunha (Cridinho).

O quarto do grande escritor ficava diante das catas (escavações extintas de
ouro). Observando todos os dias este cenário, Euclides da Cunha compôs o
poema "As Catas", publicado no jornal Monitor Sul Mineiro.

Euclides da Cunha ficou em Campanha até 1895 e participou de vários
acontecimentos de relevo, como a chegada da primeira locomotiva. Em Campanha
começou a escrever "A TERRA", o primeiro capítulo de sua maior obra
literária "OS SERTÕES". A cidade prestou-lhe singular homenagem, dando, na
época, seu nome a uma praça central da cidade.

Eventos:
Na programação, o evento contará com a apresentação fotográfica: "A cidade e
o tempo: Campanha e Euclides" de autoria do Prof. Almir Ferreira Lopes e
ainda a apresentação teatral "Palavras Euclidianas" com a Companhia do
Abraço - Projeto de Extensão, das Faculdades Integradas Paiva de Vilhena.

Tomaz de Aquino Araújo - Historiador, desenhista, escritor e jornalista

Thomaz de Aquino Araújo nasceu em Campanha, aos 10 de julho de 1899. Era
filho de Francisco Raphael de Araújo e Olympia Cândida da Fonseca. Casou-se
com Ana Lemes de Araújo, filha de Jeremias da Silva Lemes e Maria Gabriela
das Dores Lemes, fazendeiros em Palmital no município de Cambuquira – MG.
Suas filhas: Maria Thereza Lemes de Araújo, casada com Oswaldo Costa; Dulce
Lemes de Araújo, casada com Antônio Teixeira de Queiróz; Nísia Lemes de
Araújo, falecida na juventude. Neta:Yvelise de Araújo Queiróz e Crepaldi,
casada com Paulo César Crepaldi. Bisnetas: Thamires de Araújo Queiróz e
Crepaldi e Geovanna de Araújo Queiróz e Crepaldi .

Dedicou-se aos estudos e publicações sobre a História da Campanha,
desenvolveu farto trabalho de pesquisa no Arquivo Público de Minas Gerais,
onde passava as manhãs levantando laboriosas compilações, notadamente sobre
a atuação dos bandeirantes na região sul mineira e dos vultos da
Inconfidência Mineira, temas de inesgotável fonte e que eram sempre de sua
preferência para estudar.

O pendor para o jornalismo e desenho estava evidente no jovem Thomaz de
Aquino, qualidade que lhe deu oportunidade para se unir aos companheiros
José Borges Netto, Eduardo Moraes e Luiz Veríssimo Paes, nas lides
literárias, como o fez na atuação no revista "Alvorada", cuja parte
artística estava sob sua responsabilidade.

Em 1970, Tomaz de Aquino publica o 1º fascículo da obra "Recordando...
Figuras e Fatos", opúsculo destinado a realçar e divulgar a vida do ilustre
sacerdote Pedro Macário de Almeida, nomeado em 2 de fevereiro de 1910, Cura
da Catedral.

Esse trabalho foi oferecido aos sócios do Instituto Histórico e Geográfico
da Campanha, de cuja companhia participou com muita honra o autor, membro
ativo daquela Casa de Cultura, com inúmeros trabalhos inéditos apresentados.

Em 1973, produziu em parceria com o então diretor Regional dos Correios e
Telégrafos, Carmegildo Filgueiras, a obra "Os Correios na História da
Campanha", subsídios dos mais valiosos para a história local.

Dos vários jornais editados em Campanha, foi sem dúvida, a "Voz Diocesana"
que atravessou período mais longo, sem interrupção: 33 anos.

Diariamente lia jornais, por muitos anos assinou o "Correio da Manhã",
depois adaptou-se à "Folha de São Paulo", costumava recortar e classificar
artigos de seu interesse.

Contando com boa saúde física e mental, era portador de privilegiada
memória, estava programando escrever a história da Campanha para crianças.

Serviço:
A 9ª Feira do Livro acontecerá no Ginásio Pronoama, Campanha/MG, de 14 às 22
horas, com entrada franca, nos dias 4 a 7 de junho de 2009.

Mais informações; (35) 9907-9457 (José Reinaldo)

E-mail: ongsebocultural@gmail.com - http://sebocultural.blogspot.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pesquisador Inácio de Barros, do Institut National de la Recherche Agronomique INRA), da França, e o Livro Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle


Notícia de Livro lançado em Anastácio - MS, repercute na França


Eis a Notícia publicada no site da emissora FM PAN de Aquidauana - MS

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009 | 14:18Hs


Notícia sobre o livro Sistemas, Ambiente, & Mecanismos de Controle, editado pela Livraria Aquarius, de Aquidauana, lançado na semana passada, na Câmara Municipal de Anastácio, já chegou à França, sendo objeto de interesse de pesquisador brasileiro, Inácio de Barros que trabalha no Institut National de la Recherche Agronomique INRA), da França, conforme e-mail transcrito, a seguir:

De:
inacio de barros
Para:
edsonpaim@bol.com.br
Assunto:
Abordagem sistemica
Data:
13/05/2009 16:43

Caro Prof. Dr. Paim,

Tomei conhecimento de vosso trabalho atravez de vosso blog na internet(http://sistremismocibernetico.blogspot.com/) e, a abordagem que vos propondes, me despertou bastante interesse.

Eu me chamo Inacio de Barros e sou pesquisador do Institut National de la Recherche Agronomique (INRA) - instituto publico de pesquisas agronomicas da França (correspondente frances da Embrapa no Brasil) e, tenho buscado teorizar uma abordagem do tipo sistemico-cibernetica para a analise e a concepcao de agroecossistemas.Portanto em relacão direta
com vossa proposta.

Assim sendo, gostaria de solicitar vossa ajuda em dois pontos:

1) Como eu poderia adquirir a ultima versão de vosso livro em parceria com a Dra. Rosalda Paim) "SISTEMAS, AMBIENTE & MECANISMOS DE CONTROLE"?

Devo estar viajando em ferias para o Brasil no mes de Julho (sou brasileiro de origem) e, se o senhor me indicasse uma livraria, eu poderia adquiri-lo no decorrer dessa viagem.

2) Gostaria tambem de saber se o senhor teria sponibilidade e interesse em um intercambio de ideias e conceitos sobre a vossa proposta afim de uma possivel aplicacão da abordagem
sistemico-ecologica-cibernetica e informacional ao caso especifico de sistemas de produçao agricola e sua interacao com o ambiente.

Desde já agradeço a vossa atenção a esta mensagem

Bem cordialmente

Inacio de Barros

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Dr. Inacio de Barros
Institut National de la Recherche Agronomique
Unite de Recherches Agropedoclimatique de la Zone Caraibe
Domaine Duclos - Prise d'eau
97170 Petit-Bourg (FWI) - France
tel: +590 590 25 59 75
fax: +590 590 94 16 63
email: ...................
site internet: www.inra.fr
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Conheça o Institut National de la Recherche Agronomique INRA), da França, clicando no seguite site:

http://www.inra.fr/

terça-feira, 28 de abril de 2009

Termina prazo para a defesa do deputado do castelo


Sérgio Lima/Folha


É tal a quantidade de escândalos que o noticiário, concentrado no último, tende a esquecer o penúltimo.



Pouca gente notou, mas termina nesta quarta (29) o prazo para a apresentação da defesa, por escrito, do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG).



Edmar, convém recordar, é aquele deputado que foi apeado da função de Corregedor da Câmara depois que se descobriu que ocultara um castelo de R$ 25 milhões.



A defesa do suserano mineiro vai ao Conselho de Ética. A acusação não gira em torno do castelo. Edmar é acusado de se apropriar de nacos da verba indenizatória.



É aquele dinheiro –R$ 15 mil— que os deputados recebem mensalmente da Viúva para custear despesas como gasolina e aluguel de escritório no Estado.



Ao “justificar” os seus gastos Edmar espetou na contabilidade da Câmara notas de serviços de “segurança”.



As empresas contratadas pertencem ao próprio deputado. O que levou a Corregedoria da Câmara à suspeita de que os serviços não foram efetivamente prestados.



Uma vez entregue, a defesa de Edmar vai às mãos de uma trinca de colegas: Hugo Leal (PSC-RJ), Sérgio Moraes (PTB-RS) e Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS).



Eles integram uma subcomissão composta no Conselho de Ética para analisar o caso. Um dos três será nomeado relator do processo.



Só então o abacaxi começa a ser efetivamente descascado. Se prevalecesse o bom senso, o desfecho seria a aprovação de um parecer fulminante.



Um texto que recomendasse ao plenário da Câmara que o mandato de Edmar fosse passado na lâmina. Porém...



Porém, o histórico da Casa não a recomenda. A eventual cassação do deputado do castelo desceria à crônica política como uma surpresa inaudita.



A quantidade absurda de escândalos, um gerando outro, um atropelando outro, os velhos se multiplicando em novos, aconselha o gesto maiúsculo.



Mas, no Legislativo, só um conselho é definitivo: se a opinião pública aponta determinado caminho, tome a direção oposta.

Escrito por Josias de Souza às 03h10

domingo, 19 de abril de 2009

GRÁFICA SUL MINEIRA, DE VARGINHA, ESTÁ IMPRIMINDO O LIVRO DE EDSON PAIM



Capa do livro de Edson Paim



LIVRARIA AQUARIUS, DE AQUIDAUANA (MS, EDITA LIVRO DE EDSON PAIM


Da FM PAM - Redação


A Livraria Aquarius, de propriedade de Elcíria Rita Brandes Garcia, está editando o Livro de autoria de Edson Paim, designado SISTEMAS, AMBIENTE & MECANISMOS DE CONTROLE, o qual sairá da Gráfica, ainda neste mês de abril.

Este livro trata da abordagem de qualquer sistema, simultaneamente com a do respectivo ambiente, ambos acrescidos de mecanismos de controle ou “feedbacks”, necessários à obtenção dos seus estados de equilíbrio, cujo propósito é assegurar a consecução dos objetivos, fixados para o sistema em causa.

Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle refere à descrição e a utilização de um paradigma de cunho abrangente, integrativo, sintético, enfim, holístico - o Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional - construído com alicerce em quatro pilares principais: Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), Cibernética, Teoria da Informação e Ecologia, representando, portanto, uma metodologia de caráter multirreferencial.

O presente construto foi concebido e elaborado com inspiração no modelo de organização e funcionamento dos seres vivos e dos ecossistemas naturais - sistemas auto-organizadores, auto-reajustáveis e auto-reprodutores, - os quais são dotados de dispositivos cibernéticos ou de “feedback” negativo, construídos pela natureza.

Um aspecto deste paradigma é o fato de estar estribado na estrutura sistêmica do genoma e, na fisiologia cibernética do sistema nervoso, particularmente do cérebro humano, que abriga o produto mais sofisticado da evolução biológica - a consciência.

A metodologia proposta pode ser aplicada tanto à focalização de um sistema como a de seus metassistemas e subsistemas, incluindo a visualização do respectivo ambiente - também um sistema, - o sistema ambiental.
Este referencial corresponde ao Sistemismo ampliado e postula a possibilidade da abordagem de qualquer sistema, seja de natureza física, biológica, tecnologia ou social, mediante a mesma metodologia, ora apresentada.

Destarte, o quadro de referência proposto torna possível enfocar, através de um mesmo prisma, o ser humano, um automóvel, uma empresa, um município, um estado, um país e, até mesmo, o sistema social global, assim como o sistema físico em que todos eles estão contidos - o próprio Planeta Terra - e, por extensão, o Universo inteiro.

Esta perspectiva se alicerça no fato de que todos eles possuem, como denominador comum, os atributos universais dos sistemas, entre os quais se destacam:

1) - os sistemas são conjuntos de partes interligadas e inter-relacionadas, atuando conjuntamente, para a consecução de um determinado objetivo;
2) - os sistemas estão inseridos no ambiente;
3) - a totalidade dos sistemas abertos estabelece contínuas e permanentes relações com o seu ambiente imediato, efetuadas através de intercâmbios;
4) - os intercâmbios que ocorrem entre cada sistema e o seu ambiente podem ser sintetizados como trocas contínuas e permanentes de matéria, energia e informações, processadas entre um e outro, afetando-se mutuamente, isto é, sofrendo, em conseqüência, cada um deles, influências do outro.
Os sistemas, de um modo geral, sobretudo, os de natureza biológica, tecnológica ou social, necessitam possuir mecanismos de controle (“feedbacks”), com o propósito de regular o seu estado de equilíbrio e a harmonia do seu funcionamento ou operacionalização.

Os sistemas compartilham, portanto, características tais como as de totalidade, abrangência, integralidade, síntese e inter-relacionamento entre suas partes integrantes, efetuando contínuas trocas de “matéria, energia e informações” com o ambiente, além da necessidade de possuírem mecanismos de controle, cuja finalidade é a manutenção dos seus estados de equilíbrio e, o do ambiente que os envolve, além garantir a harmonia ente ambos.

O fato de corresponderem a sistemas sintetiza os atributos que são comuns a todos eles.

Um determinado sistema, acrescido dos seus arredores, constitui, por sua vez, outro sistema, de maior amplitude e, de natureza mista: o conjunto sistema/ambiente, que poderá ser designado, no contexto do estudo, como universo, - com u minúsculo - para não confundir com Universo, o sistema cósmico.

Nosso planeta e, o seu ambiente, o Universo, o qual integra, por corresponderem a sistemas, podem ser visualizados através deste mesmo prisma, considerando-se, entretanto, que o Sistema Universal representa o único sistema sem ambiente, pois não se pode conceber a existência de algo em seu entorno, desde que o consideremos infinito.

Os nove primeiros capítulos, que se busca manter inter-relacionados, interligados, entrelaçados, integrados, como uma malha, uma trama, uma rede, uma teia de idéias, fundamentos, conceitos e princípios que formam o alicerce do Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional - o Sistemismo ampliado - constantes dos capítulos X a XII.

Finalmente, o capítulo XIII, “Rumo a uma Sociedade Cibernética”, aborda a hipótese de uma nova utopia: um sistema social aberto, baseado no Estado de Direito Democrático, cuja essência é ser repleto de mecanismos regulatórios (“feedback” sociais), destinados a assegurar o equilíbrio do seu funcionamento, objetivando torná-lo harmônico, em toda a plenitude e, inserido num contexto ecológico perfeitamente adequado aos propósitos ou telos da sociedade.

Este modelo sócio-econômico-jurídico-cultural e ecológico seria capaz de garantir aos seus integrantes, entre outras, as condições de liberdade individual e coletiva e, de universalização do acesso às informações, cidadania, trabalho, moradia, alimentação, educação, saúde, segurança, saneamento básico, transporte e lazer, enfim, igual oportunidade para todos: justiça social, adequada distribuição de renda e, qualidade de vida, compatível com a dignidade da pessoa humana, em perfeita harmonia com o contexto ambiental.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Aécio diz que Serra nunca foi contra prévias no PSDB e que viajarão juntos pelo país



O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quinta-feira que a viagem que pretende fazer com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pelo país ainda neste semestre é uma forma de o partido se contrapor "à movimentação" que o PT está fazendo "sem muitos limites" pelas eleições de 2010. Os dois tucanos disputam a indicação do partido para as eleições de 2010.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Após visitar Alencar (esq.), Aécio (dir.) disse que PT faz movimentações "sem limites"
Após visitar Alencar (esq.), Aécio (dir.) disse que PT faz movimentações "sem limites"


Aécio disse que Serra "jamais" foi contrário às prévias para escolher o candidato do PSDB à Presidência e ressaltou que o colega paulista concordou em fazer as viagens para mobilizar o partido, atualizar o discurso e, "sobretudo", divulgar as propostas do PSDB.

"Eu fiz ao governador Serra esse convite: vamos agora, antes mesmo das prévias, no primeiro semestre, visitar o Brasil. Acho que é uma forma de nos contrapormos à movimentação que o outro lado vem fazendo sem muitos limites, sem muitos cuidados, isso está ficando cada vez mais claro", afirmou Aécio, em São Paulo.

O governador disse que veio a São Paulo somente para visitar o vice-presidente José Alencar, que se recupera de uma cirurgia para retirada de tumor. Ele negou um possível encontro com Serra --que estava em Hortolândia (SP)-- para discutir as prévias do PSDB.

Aécio disse que tanto a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) --pré-candidata do PT à sucessão presidencial-- como qualquer outro ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o "dever" de viajar pelo país para "propagar as ações do governo federal". Porém, deve ter o cuidado para não vincular "essas andanças" à uma corrida eleitoral.

"É preciso sim que o governo federal seja o primeiro a dar o exemplo. É absolutamente legítimo que os ministros saiam pelo país e propaguem as ações do governo e discutem outras ações com a sociedade. Mas quando isso passa a ter um caráter eminentemente eleitoral acho que interessa ao próprio governo dar o exemplo e estabelecer limites", afirmou Aécio.

O governador mineiro aproveitou a ocasião para responder, indiretamente, a uma crítica de Lula sobre a briga entre políticos da oposição e governo. Segundo o presidente, os governantes têm que diferenciar qual é o momento da briga política e o de governar.

"É ao governo federal que cabe, ao meu ver, definir de forma mais clara e dar o exemplo da diferença entre ação governamental e ação eleitoral", disse.

Aécio citou o encontro nacional de prefeitos com Lula, realizado na semana passada, como um "alerta pedagógico" ao governo para evitar novas ações eleitorais. O governador mineiro disse que houve "algum excesso no encontro" mas não achou nada "extremamente grave".

"Acho que aquele evento dos prefeitos deve servir de alerta. Acredito que ele pode se transformar em algo pedagógico. Porque no momento em que há uma mobilização tão grande do governo, com um material quase que de campanha distribuído nas proximidades do evento, não convém à democracia. E acho que não interessa ao próprio presidente Lula esse tipo de acusação", afirmou.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Conversas mineiras (Sebastião Nery)

Três horas da manhã, no governo do general Figueiredo, toca o telefone em casa de Tancredo Neves. Era Gustavo Capanema, de Brasília: - Olhe, Tancredo, estou acordando você porque estou com um problema e não consigo dormir. Talvez você tenha uma ideia mais clara. Fui chamado hoje à tarde ao Palácio do Planalto e, durante três horas, discuti o projeto do voto distrital com o ministro Leitão de Abreu. Ele estava muito interessado nos meus estudos e acha que o distrital pode ser um bom instrumento para aperfeiçoar a representação política no Congresso.

- Muita gente acha também, Capanema. Embora eu seja contra, reconheço que o assunto é importante e precisa ser discutido. Só não entendo é por que você não consegue dormir. Os estudos são seus, o projeto é seu, você a favor. Quando o governo parece querer, você fica sem dormir?
- Pois é, Tancredo. Não consigo dormir. O ministro me deu pressa, muita pressa, para concluir os estudos.
- Ah, Capanema, ele deu pressa, deu? Então deve haver mais coisas.
- Você também acha? Ótimo que você também ache. Agora vou dormir. Desligou o telefone e dormiu.
Tancredo

Clovis Rossi e Osvaldo Martins, jornalistas da sucursal do "Jornal do Brasil" em Brasília, foram conversar com Tancredo Neves, no governo do general Geisel. Passaram horas dissecando as angústias nacionais. De repente, chega o jornalista Tarcisio Holanda com a nota do ministro do Exército, general Silvio Frota, contra a imprensa. Tancredo pega a nota, lê longamente, parando em cada frase, franzindo a testa. Rossi e Martins estavam curiosos para lerem também. Tancredo se oferece:

- Querem que eu leia em voz alta?
- Ótimo, deputado.

E Tancredo, pausadamente, a voz forte de poderoso orador político, lê a nota inteira. Os quatro ficam algum tempo em silêncio, ruminando a gravidade do assunto. Clovis Rossi fala:

- Deputado, agora uma declaração do senhor.
- Declaração sobre o quê?
- Sobre a nota do ministro Silvio Frota.
- Que nota? Nem li.
Aécio

O Aécio Neves, por ser o neto predileto, está querendo ser presidente da República como uma reencarnação de Tancredo: dizendo sem falar e falando sem dizer. Mas esquece uma diferença fundamental. Na época em que Tancredo, com todo seu talento, costurou sua candidatura a presidente, o País vivia numa ditadura militar, já nos estertores, mas ainda ditadura. As conversas tinham que ser assim mesmo: discretas, sinuosas, dissimuladas.

Mas, 25 anos depois, o País vivendo em plena democracia, precisando de um debate nacional aberto sobre seu presente e seu futuro, e o governador Aécio Neves sai na capa da segunda maior revista nacional, a "IstoÉ" desta semana, com uma entrevista "Exclusiva" (a Sergio Pardellas e Otavio Costa), na qual só consegue produzir duas frases:

1 - "Sou uma alternativa para o País".

Mas não diz por quê. Será porque é cabeludo e José Serra careca? Se tem um projeto diferente do de Serra, que está faltando à Nação, diga logo.

2 - "Quero prévias no PSDB porque precisamos de uma agenda nova".

Mas não diz que agenda, com que projetos, programas e propostas. Ou seria uma agenda de bolso? Talvez de mesa? Quem sabe a agenda não seria banho de mar no Posto 9 de manhã e jantar nas Mangabeiras à noite?
JK

Daqueles mesmos palácios que Aécio ocupa hoje (Liberdade e Mangabeiras), Juscelino saiu em 1955 com uma bandeira nacional, o desenvolvimento, e um plano de metas objetivo, concreto, de 30 pontos (Brasília foi o 31, a metassíntese) que empolgaram a Nação e ele cumpriu.

Querer ser presidente em 2010 na base da conversa esperta sem ditadura, agradando governo e oposição, bajulando Lula e Fernando Henrique, Dilma e Serra, é uma traição a Tancredo, a Minas e ao País.
Pimentel

Aliás, Minas, que já foi tão boa nisso, desde a Inconfidência e o Manifesto dos Mineiros, anda muito ruim de proclamações e entrevistas. Dias atrás, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, um rapaz de bela biografia, experiente, conseguiu encher três páginas amarelas da "Veja" sem dizer absolutamente nada. Uma dolorosa esterilidade.

A única coisa que deu para perceber, da "entrevista" dele, é que ele vai disputar ser o mordomo da Dilma. Se ainda fosse ser o José Dirceu dela, podia entusiasmar o PT com a chegada de um novo Mensalão.
Cabral

Sarney, Michel Temer, Henrique Eduardo Alves e suas turmas no Senado e na Câmara ficaram furiosos com a declaração de Sergio Cabral ao "Globo", sobre as críticas de Jarbas Vasconcelos ao PMDB: "Generalizar é uma desconsideração. Eu não sou corrupto, Pedro Simon não é, Paulo Hartung não é, Roberto Requião não é, Marcelo Miranda não é, Luiz Henrique não é. Essa generalização é desrespeitosa".

Sarney, Michel, Henrique - o Cabral não livrou a cara de nenhum deles.
Sarney

E Sarney confessa seu tamainho: "Não falo para não diminuir o debate".